setembro 29, 2012

Hebe Camargo: Morre a rainha da televisão brasileira


Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950.

No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o "Hino da Televisão", mas teve que faltar ao evento e sendo substituída por Lolita Rodrigues. Hebe faltou à cerimônia para acompanhar seu namorado na época em uma cerimônia na qual seria promovido.


O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.

Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.

Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.


Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo "sofá da Hebe", no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.

Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.
SBT

Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.

O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 a 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.

DVD "Hebe Mulher e Amigos"

Em 2010, aos 81 anos, Hebe Camargo gravou seu primeiro DVD ao vivo, "Hebe Mulher e Amigos, com duas apresentações, uma em São Paulo, no Credicard Hall em 27 de outubro e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall em 24 de novembro. No show, a apresentadora recebeu diversas personalidades da música brasileira como Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, os quais entrevista em um sofá, como se estivesse em seu programa de auditório

Doença e morte

Em 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo.[9] Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar. Em julho de 2012 foi novamente internada por motivo não divulgado oficialmente.

Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Reveillon de seu programa no SBT, Hebe, a apresentadora, pegando a todos de surpresa, leu uma carta de próprio punho para seu auditório e público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não deve mais renovar com a emissora do "Baú". O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2010.

Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010).

Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings, estreando na emissora em 16 de março de 2011 ocupando o terceiro lugar na audiência na Grande São Paulo.[17] O programa possuia o mesmo formato do seu programa na antiga emissora sendo exibido ás terças-feiras. Segundo a o site Radar online da revista Veja a emissora estaria propondo aos seus funcionários uma diminuição para a renovação dos contratos pela metade do salário.

Em 24 de agosto de 2012 a colunista do jornal Folha de S. Paulo Keila Jimenez publicou que após a apresentadora ter reclamado dos atrasos de salários pela emissora a equipe de seu programa havia sido desmanchada. Após várias especulações sobre a ida da apresentadora de volta para o SBT o colunista Flávio Ricco do portal UOL intitulou a matéria de "Hebe Camargo está de volta ao SBT", sobre o retorno a sua antiga "casa", o que foi desmentido pelo agente da apresentadora. A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu dois dias após em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora.[21] Dois dias após a exibição do especial o SBT anunciou a volta da apresentadora a casa.

Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.

Vida pessoal

Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos havia 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de julho de 1964, de vestido rosa, pois, por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos, ela achava feio se casar como uma jovenzinha.

No mesmo ano descobriu que estava grávida. Em 20 de setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, não aceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar às rádios e tvs.

No período que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV, e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais.

Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Rvagnani. Eles começaram a namorar e em 1973 casou-se com Lélio, que ajudou-a a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-lo as vezes. Hebe e Lélio viveram um casamento feliz por 29 anos, até a morte dele, em 2000.

Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luís Ramos, um homem mais velho e experiente em conquistas. Tomou essa decisão pelo fato que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira.

A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luíz. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo a casa afastada que fazia esse tipo de procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, a fazendo gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto.

Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias. Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. Passou a tomar remédios e mais remédios escondida, sem orientação médica, e por milagre não faleceu ou teve sequelas, sarando sozinha. Apesar de tanto sofrimento físico e emocional, Hebe diz que não se arrependeu desse ato, que fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.

Trabalhos

Televisão
2011 - Hebe - RedeTV!
2009 - Elas Cantam Roberto - TV Globo
2007 - Amigas e Rivais - SBT
2005 - Fora do Ar - SBT
2003 - Romeu e Julieta Versão 3 - SBT
2002 - SBT Palace Hotel - SBT
2000 - TV Ano 50 - TV Globo
1998 - - Teleton - SBT
1995 - Escolinha do Golias - SBT
1990 - Romeu e Julieta Versão 2 - SBT
1986 a 2010 - Hebe - SBT
1979 a 1985 - Hebe - Band
1980 - Cavalo Amarelo - Band
1978 - O Profeta - TV Tupi
1970 - As Pupilas do Senhor Reitor - TV Record
1968 - Romeu e Julieta Versão 1 - TV Record
1957 - Hebe Comanda o Espetáculo - TV Record (em 1960 TV Continental, no Rio)
1955 - O Mundo é das Mulheres - TV Record
1950 - TV na Taba - TV Tupi

Cinema

2009 - Xuxa e o Mistério de Feiurinha
2005 - Coisa de Mulher
2000 - Dinossauro (dublagem da personagem Baylene em português)
1960 - Zé do Periquito
1951 - Liana, a Pecadora
1949 - Quase no Céu

Na Música

Hebe Mulher (2010)[28]
As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
Pra Você (1998)
Maiores Sucessos (1995)
Hebe Camargo (1966)
Festa de Ritmos (1961)
Hebe e Vocês (1959)



Fonte: Informações wikipedia

O radialista Antonio Aguillar e o movimento Jovem Guarda


‘Timoneiro da juventude’, ‘embaixador do rock’ eram apenas alguns apelidos de Aguillar, que a história da música jovem brasileira está perpetuando.

A música foi seu momento maior. O movimento ‘Jovem Guarda’ não pode ser lembrado sem Aguillar, amigo de cantores, orientador de outros, homem de temperamento bom, que deixou também um nome respeitado no meio radiofônico e televisivo. 

Sua natural simplicidade de hoje não sinaliza a importância que ele teve no movimento musical dos anos 60. Ele valia ouro. “Para mim, não foi nenhuma surpresa vê-lo assumir uma posição de destaque em um movimento tão efervescente quando a Jovem Guarda, que tanto representou para a juventude da época,” disse o jornalista Milton Parron, apresentador do programa Memória, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo. 

“Ele tinha um faro aguçado para revelar talentos e incentivou, apoiou e abriu espaço para artistas (cantores, cantoras, grupos musicais) hoje consagrados, como Roberto Carlos - que conheceu bem antes de ele assumir o trono de rei da MPB,” completa. Aguillar foi o fio condutor da carreira daquele grupo de cantores e compositores que tinham uma nova proposta musical: apresentar canções singelas (versões ou originais) que falassem de amor, da namoradinha de um amigo meu, de ternura, da cara de mau, do calhambeque e outras ingenuidades da ‘juventude feliz e sadia’ da época. Era com o slogan ‘juventude feliz e sadia’ que o comunicador rio-pretense fechava suas apresentações.

Nas ondas do rádio

Desde o começo dos anos 50, já no Estadão, Aguillar se manteve atento aos acontecimentos do mundo artístico. Tinha preferência pela área musical e prestava atenção em tudo, das tendências aos intérpretes e apresentadores. Em 1959, deixou o jornal e a Rádio Nove de Julho (onde apresentava programa de calouros) e foi para a Excelsior (atual CBN). Convidado por Francisco de Abreu, diretor artístico das rádios Nacional e Excelsior, Aguillar passou a produzir e a apresentar programas de auditório. Começou com ‘Clube dos Garotos’, aos domingos, adotando um estilo dinâmico e moderno. Entre uma apresentação e outra, Aguillar dava conselhos à garotada para estudar mais, respeitar os pais, etc, e foi ganhando a simpatia de todos, além de aumentar a audiência. Os programas eram um sucesso, feitos na raça mesmo. Não havia playback, era tudo ao vivo. “Eu incentivava mesmo, orientava, sugeria que os conjuntos se aprimorassem, que os cantores fizessem cursos,” disse.

Pouco depois, Aguillar lança o programa de calouros ‘Aí Vem o Pato’, que logo alcançou altos índices de audiência. “Nunca humilhamos, nem ridicularizamos os concorrentes. Lógico que os que não tinham jeito para a coisa eram eliminados. Mas, mesmo nessas situações, as pessoas não se sentiam diminuídas. Tudo era feito com profissionalismo e seriedade,” disse. Aí ele foi incrementando o programa com o quadro Calouro de Ouro, a gravadora Philips oferecia contrato e o vencedor gravava um disco 78 rotações. No final de 59, Aguillar passa a comandar, do estúdio, o programa ‘Ritmos da Juventude’, na Nacional, tocando músicas de Elvis Presley a Celly e Tony Campello. Seu estilo agradava. Era bem relacionado com a mídia e tinha bons contatos nos principais jornais e revistas do País. Além disso, abria espaço para manifestação de ouvintes e fãs, abria os estúdios aos fãs. Foi um sucesso. E Aguillar começa a apresentar programa de auditório, aos sábados, na emissora. A criatividade corria solta. Criou concursos de dança, lançou nomes artísticos e fez do twist a dança do momento.

Roberto Carlos


“Antônio Aguillar faz parte da minha história. Porque nós estivemos juntos no meu começo de carreira. Ele estava na carreira de radialista em franca velocidade, e sei a forma carinhosa com que me tratou quando cheguei a São Paulo, o oportunidade que me deu no seu programa de rádio e de televisão. Lembro que ele dizia: ‘Alô, juventude feliz e sadia!’ Enfim, não me esqueço dessas coisas 

Roberto Carlos











Antonio Aguillar lançou pela Editora Globo, o livro "Histórias da Jovem Guarda", onde conta fatos inéditos vividos por ele na época. O livro pode ser encontrado nas principais livrarias do país.

setembro 28, 2012

Astro do Telecatch, Ted Boy Marino morre no Rio de Janeiro


Ted Boy Marino nasceu em Fuscaldo Marina, na Calábria (região ao sul da Itália). Foi para Buenos Aires em 1953, no porão de um navio, aos 12 anos de idade, com os pais e mais 5 irmãos.

Trabalhava como sapateiro em Buenos Aires, mas aproveitava o tempo livre para treinar luta livre e praticar halterofilismo. Em 1962 já estava participando de programas de Telecatch nos canais 9 de Buenos Aires e 12 de Montevidéu.


Em 1965, Marino chegou ao Brasil. Pouco tempo depois, foi contratado como lutador de Telecatch pela TV Excelsior, onde fez grande sucesso. Nos ringues de luta-livre, ao lado de lutadores como Tigre Paraguaio, Electra, Alex e outros, derrotava vilões como Aquiles, Verdugo, Rasputim Barba Vermelha, El Chasques e Múmia.


Nessa época, também participou do programa "Os Adoráveis Trapalhões", pela mesma TV Excelsior [2]. A diretoria da emissora mandou Wilton Franco (diretor) fazer um programa com ele e mais o cantor Wanderley Cardoso, ídolo da juventude.

Contudo, Wilton precisava de alguém para segurar o texto e escolheu para isto o cantor Ivon Cury, além de escalar Renato Aragão, para fazer o público rir. Daí surgiu o quarteto, cujo programa atingia entre 50 e 60 pontos de ibope. Em 1968 Aragão e Ted Boy Marino estrelaram o filme Dois na Lona, no qual Ted vive um lutador que disputa o campeonato brasileiro e enfrenta na final o sanguinário Lobo (vivido por Roberto Guilherme, que até hoje trabalha nos programas de Aragão, sendo o papel mais comum o de Sargento Pincel).

Na TV Globo, Ted participou de quatro programas que apareciam quase que diariamente na telinha. De segunda a sexta tinha o Sessão Zás Trás, na parte da tarde, onde apresentava desenhos animados. De segunda a sexta, antes do Jornal Nacional, entrava a novelinha Orion IV x Ted Boy Marino, onde o protagonista combatia vilões.

Nas terças, era a vez do Oh, que Delícia de Show, um programa de variedades onde Marino apresentava cantores e números circenses em companhia da atriz Célia Biar. Já aos sábados era exibido o Telecatch, no horário nobre das 9 às 10 da noite e também aos domingos (em São Paulo, ao vivo).

A partir da década de 1980, com o declínio do gênero Telecatch, Marino atuou como coadjuvante no programa Os Trapalhões, geralmente no papel de vilão, além de fazer pontas em programas humorísticos como a Escolinha do Professor Raimundo. Também se apresentou em clubes e teatros do interior.

Aposentado, Ted Boy Marino morava no bairro do Leme, Rio de Janeiro, e podia ser visto frequentemente na orla, com seus amigos do vôlei de praia.

Faleceu no dia 27 de setembro de 2012, aos 72 anos de idade, vítima de uma parada cardíaca enquanto lhe era realizada uma cirurgia de emergência; pouco antes ele sofreu uma crise vascular logo pela manhã. A operação foi realizada para tentar reverter o quadro, mas não se obteve sucesso.

setembro 27, 2012

O Capitão 7 - 1954 / 1966

O Capitão 7 veio para televisão pelas mãos de Rubem Biáfora, em 1954 na TV Record (por isso Capitão 7, em referência ao número da emissora), a princípio exibido ao vivo e mais tarde filmada em película.

Foi o primeiro seriado de aventura produzido no Brasil trazendo o mundo dos heróis infantis para um universo mais brasileiro. A série estreou no dia 24 de outubro de 1954 e a princípio era exibida três vezes por semana com episódios que variavam entre 30 e 40 minutos de duração. Mas o sucesso de audiência fez com que fosse investido mais no programa que acabou se tornando diário.

A série deu tão certo que virou uma revista em quadrinhos de alta qualidade. A série foi criada por Rubem Biáfora e virou mania entre as crianças brasileiras. O uniforme era sucesso absoluto de Natal.


Os poderes do Capitão Sete, segundo a Wikipedia: 

"O Capitão 7 é capaz de voar e se mover com grande velocidade. Também possui super-força e é praticamente invulnerável, além de ser capaz de resistir a ambientes inóspitos (como, por exemplo, viajar através do vácuo). Seus poderes, no entanto, funcionam completamente apenas enquanto estiver utilizando seu uniforme especial, que Carlos mantém guardado em uma caixa de fósforos enquanto se mantém em sua identidade civil. Sempre que necessário, o Capitão ainda pode viajar até o Sétimo Planeta e recorrer à ajuda de seus patronos, donos de uma ciência e tecnologia muitíssima mais avançadas do que as da Terra".

setembro 26, 2012

Cantora Rosemary 'A fada loura da jovem guarda'

Rosemary é a filha caçula de uma família de ascendência portuguesa. Desde pequena já mostrava sua aptidão para o mundo artístico.

Há quem diga que tudo começou quando ia escondida de sua mãe, junto com sua irmã "Terezinha", que era garota-propaganda ao "Programa do Chacrinha".

"Fada loura" na época da Jovem Guarda, a cantora Rosemary na verdade soube buscar seu caminho desde os anos 60.


Ainda que citada por Erasmo Carlos na letra de "Festa de Arromba" e de ter sido considerada uma das divas da chamada "música jovem" nos anos 60, Rosemary trilhou séria carreira na música brasileira e, já a partir dos anos 70, estrelou diversos musicais e gravou discos de inegável qualidade.






Em junho de 62 gravou seu primeiro disco 78 na Continental, "Eu Sei", uma versão do sucesso de Bárbara George, "I Know". Em seguida, assinou contrato com a gravadora RCA, onde gravou vários compactos e lançou em português os sucessos de Rita Pavone.






Em 1964, gravou seu primeiro LP, intitulado "Igual a Ti Não Há Ninguém" (RCA). Até meados da década de 70 atuou em temporadas no Rio em boates como Sucata (no show Nossa Escola de Samba) e Night and Day, ao lado de Pery Ribeiro.


Na década de 80 realizou shows como Rosemary Paixão e Rosemary Mulher e trabalhou em novelas, como Ti-ti-ti e Cambalacho, da TV Globo. Em 2000, fez uma turnê por 17 cidades chinesas.

Neste post apenas um pouco da carreira de sucessos de Rosemary.

Jovem Guarda alienada ?


A juventude brasileira dos anos 60 poderia ser dividida em dois tipos de pessoa. De um lado havia uma juventude “universitária”, que fazia passeatas, assistia O Fino da Bossa na TV , não perdia um festival da canção e, nas horas vagas, estudava. Mas também havia uma outra platéia – bem mais numerosa – que consumia os discos e programas de um tipo de rock básico tocado ao ao modo de Beatles, Rolling Stones e Beach Boys.


Com o nome ironicamente tirado de um livro de Vladimir Ilich Lenin, a Jovem Guarda entreteu a juventude brasileira, com diversos programas de televisão, shows pelo país e milhares de discos gravados, entre LPs e compactos. Além disso, foi com a Jovem Guarde que se consolidou uma música específica para o consumo jovem. Foi uma das primeiras grandes vendas de discos nacionais como reflexo da beatlemania e a invasão do rock britânico nos Estados Unidos.


A Jovem Guarda foi a resposta brasileira à invasão do rock inglês, especialmente aos Beatles. A relação entre o nascente rock brasileiros e as bandas inglesas foi, em um primeiro momento, de disputa, como na na música Betlemania, de Erasmo Carlos. Erasmo bradava, no auto de seu nacionalismo, "vou acabar com a beatlemania ... se eu não puder na mão, vou até de pau ... podem vir todos os quatro" etc.


Perdida a batalha só restou se render aos cabeludos de Liverpool. Renato e Seus Blue Caps com Menina Linda/I Should Have Know Better assinaram definitivamente essa rendição. Depois disso, foram centenas de covers e versões, que incluiu até mesmo a gravação de Lady Madona pelos Mutantes.



A resistência inicial, no entanto, serviu para afirmar uma identidade própria para o rock brasileiro dos anos sessenta, que por meio da Jovem Guarda criou uma linguagem particular e nacional para a música jovem. A nova onda logo transformou-se em mania nacional, com direito a grifes de roupas, como as calças Zé Beto, e toda sorte de bugigangas com as marcas dos ídolos do movimento.

Apesar da origem do nome, a Jovem Guarda foi acusada de se manter afastada dos conflitos políticos, mas nem por isso pode ser tachada de alienada, já que alguns de seus integrantes eram direitistas assumidos.

setembro 25, 2012

Cantor Paulo Henrique 'Uma lágrima' - Saudades

Paulo Henrique, foi cantor e compositor de relativo sucesso nas décadas de 60 e 70, destacando-se, fundamentalmente, com a música "Uma Lágrima", que se tornou sucesso no Brasil inteiro.

Apresentou-se nos mais diferentes e famosos programas da televisão da época, como Silvio Santos, Jovem Guarda, Chacrinha e na TV Piratini de Porto Alegre.

Entre as músicas que gravou um CS - Compacto Simples, em 1968, onde interpretou "O Calendário" (versão de Vanusa) e "Tanta Coisa", disco lançado pelo sela RCA Victor.

No ano seguinte lançou  novo Compacto Simples, também pela RCA, com as músicas: Lado A - "Flor, Paz e Amor" e no lado B, "Uma Lágrima", essa que estourou no Brasil inteiro.

Em 1978 já lançou o CD - Compacto Duplo, pelo selo Chantecler, contendo do lado "A", "Uma Lágrima" e "Te Chamo Para Despedir-me", e no lado "B", "Cara de Cigana" e "Tema de Márcio" (Oração de São Francisco). Três anos depois, em 1981, novo CS - Compact Simples com as músicas: "O Palhaço" e "Cansado de Tanto Chorar".

Paulo Henrique morava com sua mãe, na rua Rio Grande do Sul, no Bairro Mathias Velho, em Canoas, Rio Grande do Sul. Depois, ao atingir o sucesso já no final da década de 60, sua mãe foi com ele para São Paulo, vindo a falecer já nos anos 70. E, conforme declarações da jornalista Edna Thereza, do radialista Jota Pedroso e de Milton do site TV Piratini Canal 5 RS - Memórias, Paulo Henrique faleceu de câncer em 1988, em Porto Alegre, na rua Epitácio Pessoa, onde viveu seus últimos anos de vida. Quando Paulo Henrique se apresentava no Programa "Sílvio Santos", este o anunciava e dizia "O Anjo Triste", provavelmente pelo seu olhar um tanto lânguido.


Vídeo com a música 'Uma Lágrima'

Fonte: Informações notempodacubalibre.blogspot.com.br

setembro 24, 2012

Anos 60: Da bossa nova ao tropicalismo


Musicalmente, os anos 60 no Brasil começaram com a bossa nova, música eleita pela juventude para simbolizar uma nova era. A novidade musical apareceu em 1959 com uma proposta de modernização do samba e de internacionalização de nossa canção.

De temática leve e sonoridade sofisticada, ela logo caiu no gosto dos jovens brasileiros e começou a fazer sucesso no exterior.
Na segunda metade da década, com o Golpe Militar de 1964, a música brasileira tomou um rumo mais engajado com a Música Popular Brasileira (ou MPB), que construiu um repertório de canções de protesto contra a falta de liberdade no país.
Mas, mesmo sob um regime ditatorial, o país viu o nascimento da versão nacional dos dois primeiros movimentos de música jovem e popular: a Jovem Guarda, de Roberto Carlos e companhia, e a Tropicália, de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.
Tropicalismo ou Movimento tropicalista foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o 
concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. 

Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960. O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa). 

Um dos maiores exemplos do movimento tropicalista foi uma das canções de Caetano Veloso, denominada exatamente de "Tropicália".




Fontes: Informações Uol/wikipedia

setembro 23, 2012

As melhores frases de John Lennon


“Os Beatles foram o som dos anos 60. Mas não acho que tenhamos sido mais importantes do que músicos como Glenn Miller ou Bessie Smith.” John Lennon

 “Se todos quisessem a paz ao invés de um aparelho de tv, todos teriam a paz.” John Lennon

  “Eu posso avacalhar os Beatles, mas não vou deixar que Mick Jagger faça isso.”  John Lennon

 “…então eu pergunto: porque não dar uma chance para a paz?” John Lennon

 “Tudo o que você precisa é amor.” John Lennon

 “Se o pessoal não entendeu os Beatles e os anos 60, o que é que eu posso fazer?” John Lennon

 “A genialidade é uma tipo de loucura.” John Lennon

 “Não é divertido ser artista. Beethoven, Van Gogh, todos eles: se tivessem psiquiatras nós não teríamos esses gênios.” John Lennon

 “A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor.” John Lennon

 “Sim, eu acredito que Deus é como uma usina de força, que Ele é um poder supremo, que não é nem bom nem ruim, nem de direita nem de esquerda, nem branco nem preto. Ele simplesmente é.”
John Lennon

 “Normalmente, há sempre uma grande mulher atrás de cada idiota.” John Lennon

“Nós temos Hitler dentro de nós, mas também temos paz e amor.” John Lennon

 “A nossa política é a do humor. Todas as pessoas sérias foram assasinadas. Nós queremos ser os palhaços do mundo.” John Lennon

 “Talvez não haja diferença entre nós e o presidente dos EUA se ficarmos nus.” John Lennon

 “A insegurança e a frustação levam o homem à violência e à guerra.” John Lennon

 “Antes de Elvis não existia nada. Nós sempre quisemos ser maiores que Elvis porque ele era o maior.” Obs.: Referindo-se a Elvis Presley e os Beatles. John Lennon

 “Se o homem buscasse a conhecer-se a si mesmo primeiramente, metade dos problemas do mundo estariam resolvidos.” John Lennon

 “Você diz ‘Adeus’ e eu digo ‘Alô’.” John Lennon

 “Acredito em tudo aquilo que Jesus disse – amor, bondade, caridade – mas não acredito naquilo que os homens dizem que ele disse.” John Lennon

“Pense globalmente e atue localmente.” John Lennon

 “Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal.” John Lennon

 “A guerra acaba se você quiser.” John Lennon

 “Realize o seu próprio sonho. Você mesmo vai ter de fazer isso… eu não posso acordar você. Você é quem pode se acordar.” John Lennon

 “O que nós temos de fazer é manter viva a esperança. Porque sem esperança nós todos vamos naufragar.” John Lennon

 “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem, é porque as conquistei; se não voltarem, é porque nunca as possuí.” John Lennon

 “Eu sou um egomaníaco, mas quem não é?” John Lennon

 “Os inimigos são muito poderosos, e estão por todas as partes em que existe mais de três homens vivendo. Estão no ar, estão no espírito.” John Lennon

 “Ninguém sabe o que é ser rico até ser rico.” John Lennon

 “O sonho acabou, vamos encarar a realidade.” John Lennon

“Eu pensava de verdade que todos nós seríamos salvos pelo amor.” John Lennon

 “Não quero mais ser pulga amestrada de circo.” John Lennon

 “A vida é o que acontece quando estamos fazendo outros planos.” John Lennon

Obs. Você pode dar pausa na música de fundo na barra abaixo da sua tela.

setembro 22, 2012

Carlos Imperial e o primeiro disco do Rei

Carlos Eduardo da Corte Imperial (Cachoeiro de Itapemirim, 24 de novembro de 1935 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1992) foi um ator, cineasta, apresentador de televisão, compositor e produtor musical brasileiro.

Tudo começou assim...

Carlos Imperial passava em frente da boate Plaza quando viu a foto de Roberto Carlos em um pequeno cartaz que anunciava as atrações daquela noite na casa. Era pouco antes das dez horas e naquele momento Roberto Carlos estava num canto, fazendo um pequeno aquecimento da voz, se preparando para subir ao palco. Imperial chegou por trás e bateu-lhe nas costas. "Ô, meu filho, o que faz você aqui no Plaza? Vi seu retrato na porta. O que está acontecendo?" Roberto Carlos informou-o então que havia deixado o rock e que agora era um cantor de bossa nova. "O quê? Bossa nova?", espantou-se Imperial, emitindo uma sonora gargalhada amplificada pela boa acústica da boate Plaza.

Imperial costumava freqüentar aquela boate em noites de jam sessions e nunca pensou que poderia encontrar ali o Elvis Presley brasileiro, ainda mais cantando bossa nova. Roberto Carlos então explicou que depois de ouvir João Gilberto tudo mudou para ele e que aquela fase de rock era agora coisa do passado. Imperial sentou-se a uma mesa e ficou ali para ver e crer. Naquela noite, acompanhado pelo conjunto de Bola Sete, Roberto Carlos desfilou mais uma vez canções do repertório de Dolores Duran, Tito Madi e de Tom Jobim, principalmente aquelas do primeiro álbum de João Gilberto. "Eu gostei, achei muito bacana ele cantando bossa nova", afirma Imperial.

E naquela noite mesmo, Imperial vislumbrou que aquele garoto que ele conhecera imitando Elvis Presley poderia muito bem se tornar um novo João Gilberto. "Tá na hora de você gravar um disco, rapaz", disse-lhe Imperial já se oferecendo para produzi-lo. Roberto Carlos ficou feliz com a proposta, ainda mais ao saber que havia um lado bossa-novista em Imperial. Sim, o gordo também se tornara fã de João Gilberto e estava agora compondo suas primeiras canções sob a influência da bossa nova. E ele vislumbrou que o cantor certo para gravá-las estava ali, na sua frente, na boate Plaza: seu conterrâneo, o outrora "Elvis Presley brasileiro" que continuaria mais brasileiro ainda, mas agora na cola de João Gilberto.


Carlos Imperial não esperava convites. Levava Roberto Carlos para toda reunião de bossa nova que soubesse existir. Quando não existia, ele mesmo promovia em seu apartamento duplex na Miguel Lemos. E chamava jornalistas, artistas e produtores para ouvir Roberto Carlos - que ele anunciava como um futuro astro da bossa nova. "Este é o garoto. Toca um violão esperto, igual ao João Gilberto. Saca a batida", dizia Imperial, com certo exagero, para cada convidado.

A relação entre Imperial e Roberto Carlos se estreitou muito nessa época. Rico, culto e falastrão, Carlos Imperial era o oposto de Roberto Carlos em tudo, mas essa diferença só fez aproximá-los ainda mais. Imperial tinha prazer em informar e formar o novo cantor, e este em aprender as coisas com seu conterrâneo. Um dos grandes prazeres de Roberto Carlos era ir para a casa de Imperial ouvir sua coleção de discos. E ali ele passava horas ouvindo e descobrindo artistas como Ella Fitzgerald e Chet Baker, cujos discos ele nunca teve em casa.(...)

O apoio de Carlos Imperial era tudo de que Roberto Carlos precisava naquele momento. Ou seja,alguém que tinha contatos, conhecimentos no meio artístico e, além disso, a suficiente descontração, o ímpeto, o caradurismo necessários para romper qualquer barreira e chegar aos escritórios dos chefões das companhias de disco.Imperial sabia, por exemplo, fingir-se de surdo quando ouvia um não e de cego diante das portas que ostentavam cartazes de entrada proibida. E isto seria muito útil a partir de agora, quando eles iriam percorrer as gravadoras na tentativa de lançar Roberto Carlos como um novo astro da bossa nova.

Naquela época era uma mão-de-obra para um artista conseguir a oportunidade de gravar um disco - principalmente para aqueles que não tinham contrato em alguma rádio. Como não existiam fitas demonstrativas, o pretendente a astro tinha que chegar com seu violão na frente do diretor artístico da gravadora e dar o seu recado o melhor possível. Isto implicava a disponibilidade do diretor para ouvi-lo, nervosismo e tensão do candidato e, quase sempre, constrangimento para todos. Mas era assim que as coisas funcionavam para os candidatos a cantor e era assim que Roberto Carlos teria que conseguir sua chance de gravar.

Melhor se ele tivesse a indicação de alguém de grande projeção no meio artístico, pois assim poderia ganhar uma atenção maior dos diretores de gravadora. Foi pensando nisso que Carlos Imperial decidiu procurar seu colega Abelardo Barbosa, o Chacrinha, popular radialista, na época iniciando-se na televisão. Chacrinha ainda não era um nome de popularidade nacional, mas já tinha bastante força no meio artístico do Rio de Janeiro. Imperial foi encontrá-lo na Rádio Mauá e ao final de seu programa o apresentou a Roberto Carlos. "Chacrinha me recebeu muito bem, com muito carinho, com muita simpatia", recorda Roberto, que chegou lá de violão na mão. Dali os três foram almoçar na churrascaria Parque Recreio, próximo à emissora. Depois do almoço, Chacrinha pediu um café e, enquanto tomava,disse a Roberto Carlos: "Canta aí que eu quero ver você cantar". Ele tirou o violão da capa e interpretou uma velha conhecida de Chacrinha, o samba Rosa Morena, composição de Dorival Caymmi que aprendeu no primeiro disco de João Gilberto. Em seguida, Roberto Carlos cantou mais dois outros temas de bossa nova: Fora do tom e Felicidade, sambas compostos por Carlos Imperial.

Sem maiores comentários, Chacrinha lhes informou que tinha um jantar marcado para o dia seguinte, naquela mesma churrascaria, com João Leite, diretor artístico da Chantecler. Pediu então para Roberto Carlos estar presente, pois o apresentaria àquele diretor. De propriedade da empresa de Cassio Muniz, a Chantecler era uma pequena gravadora paulista que tinha como logotipo um galo com uma clave de sol. Seu elenco era formado basicamente de cantores de moda de viola e música sertaneja, mas naquele momento a Chantecler se preparava para entrar no Rio e montava um cast local mais diversificado. Era,portanto, uma boa oportunidade para apresentar um jovem cantor. Chacrinha enfatizava que João Leite estava mesmo disposto a ampliar o elenco da gravadora, que já contava com jovens artistas recém-contratados como The Jet Blacks, Sérgio Reis e Waldik Soriano. Se estes conseguiram, por que Roberto Carlos também não poderia obter uma chance de gravar na Chantecler?

Cheios de esperança, no dia seguinte, no horário marcado, Roberto e Carlos Imperial voltaram à churrascaria. Chacrinha mediou o encontro e pediu para Roberto Carlos mostrar sua bossa nova para João Leite. Roberto Carlos empunhou o violão e cantou aqueles dois temas de Carlos Imperial: Fora do tom e Felicidade. Devido ao grande movimento na churrascaria, um local realmente pouco indicado para se ouvir canções intimistas, João Leite marcou uma audição para o dia seguinte em seu escritório, no centro do Rio. Lá, Roberto Carlos desfilou novamente seu repertório de bossa nova e João Leite pareceu particularmente interessado em ouvi-lo cantar Fora do tom, composição na qual Imperial glosava Desafinado e outras canções de Tom Jobim: "Cheguei, sorri, venci/ depois chorei com a confusão/ no tom que vocês cantam eu não posso nem falar/ nem quero imaginar que desafinação/ se todos fossem iguais a vocês...". Roberto Carlos cantou esse tema umas três vezes para ele.

No dia seguinte, João Leite ligou para Imperial dizendo que gostou da canção Fora do tom, mas não aceitava o cantor Roberto Carlos. Ele queria aquela música para gravar com Paulo Marques, recém-contratado pela Chantecler, e que estava preparando seu disco de estréia na gravadora. Carlos Imperial foi categórico: sua composição só iria junto com o cantor, fora isso, nada feito. Imperial não estava realmente interessado em simplesmente gravar sua música. Mais do que isso, Imperial queria lançar um novo cantor, produzir seu disco, divulgá-lo... Por isso, só aceitava o pacote completo e, além do mais, ele nem conhecia o cantor Paulo Marques. Enfim, para Carlos Imperial naquele momento era tudo ou nada. João Leite não aceitou e ele foi com Roberto Carlos bater em outra porta.

Mais uma vez Imperial pediu ajuda ao Chacrinha, que fez uma carta de recomendação, indicando que ele levasse Roberto Carlos para ser ouvido na Copacabana Discos. Ali Roberto Carlos poderia ter como colegas Dolores Duran, Elizete Cardoso, o palhaço Carequinha e outros artistas contratados da época.


O diretor da gravadora era o compositor Braguinha, mas ele não participou da audição; tinha coisas mais importantes a fazer do que acompanhar teste de jovens cantores. Roberto Carlos cantou então para um dirigente de plantão e este também não aprovou o cantor. "Ele não tem qualidades artísticas", justificou.

Três dias depois, Imperial e Roberto Carlos foram tentar a sorte na Continental, outra gravadora nacional. Esta tinha fábrica própria e uma boa divulgação, que garantia o sucesso de seu cast formado na época por cantores como Ângela Maria, Jamelão e Carlos José. Ali Imperial e Roberto Carlos esperaram horas para ser atendidos. E dessa vez Roberto Carlos nem conseguiu cantar a segunda música.Sem muito tempo ou paciência, o diretor artístico encerrou o teste,não se interessando pelo cantor. "Vozes como a dele aparecem vinte por dia", justificou a Imperial. Em seguida eles tentaram uma cartada mais ousada: a poderosa Odeon, a gravadora de João Gilberto, Anísio Silva e Celly Campello. Imperial conseguiu marcar uma audição com o diretor artístico Aloysio de Oliveira, o mesmo que contratara João Gilberto. Quem sabe ele poderia também se interessar por Roberto Carlos. Não foi o que aconteceu e mais uma vez Roberto Carlos voltou para casa sem ter onde gravar seu primeiro disco.


Nessa época, Roberto Carlos andava com vistosas olheiras porque percorria as gravadoras durante o dia e trabalhava na boate Plaza à noite, chegando em casa ao amanhecer. Mas esta era a única forma de conseguir alguma coisa. E, de posse de uma já surrada carta de recomendação do Chacrinha, ele foi com Imperial bater à porta da gravadora Polydor -que pouco depois seria comprada pela Philips. A representação da Polydor no Brasil era fraca, não tinha um grande elenco nem estúdio próprio, mas o selo era de uma gravadora alemã de grande porte, a Deutsche Grammophon. A Polydor tinha lançado o cantor Agostinho dos Santos e naquele ano de 1959 emplacara um grande sucesso nacional, a balada Quem é?, gravada na voz do próprio autor Osmar Navarro: "Quem é/ que te cobre de beijos/ satisfaz seus desejos/ e que muito lhe quer...".

Imperial e Roberto Carlos foram recebidos na Polydor pelo diretor artístico Joel de Almeida - ex-integrante da dupla Joel e Gaúcho, que nos anos 30 e 40 emplacou vários sucessos de carnaval. Naquele momento já afastado da carreira de cantor, Joel de Almeida se dedicava à administração da gravadora. Joel recebeu Roberto Carlos em seu escritório, no centro do Rio, e ali o cantor mostrou dois daqueles temas de bossa nova compostos por Carlos Imperial e um do repertório de João Gilberto. Como ocorria na época com a maioria dos cantores da velha guarda Joel de Almeida não se entusiasmava muito com bossa nova e não demonstrou maior interesse por Roberto Carlos; mas é provável que não se entusiasmasse nem mesmo com o próprio João Gilberto. Chamou a sua atenção, entretanto, o fato de que o garoto cantava realmente parecido com João Gilberto, e isto poderia ser interessante comercialmente, especialmente cantando aquela canção Fora do tom, que glosava Desafinado.

Além disso, Joel de Almeida alimentava uma velha rivalidade com Aloysio de Oliveira, o diretor artístico da Odeon. Os dois se estranhavam desde os velhos tempos do rádio, quando Joel fazia dupla com Gaúcho e Aloysio pertencia ao conjunto Bando da Lua. E Joel viu naquele garoto que imitava João Gilberto uma boa chance de provocar Aloysio de Oliveira, que se gabava de ser o lançador do papa da bossa nova. Por tudo isso, ao contrário dos diretores das outras gravadoras, Joel de Almeida aceitou gravar um disco com Roberto Carlos na Polydor - com a recomendação de que ele acentuasse ainda mais na imitação de João Gilberto.

Definida a contratação, em julho de 1959, Roberto Carlos entrou no estúdio para gravar o primeiro disco de sua carreira. A gravação foi no estúdio da Philips, no Rio, que a Polydor alugava para seus artistas. Acompanhado por um conjunto rítmico da Polydor, que se esforçou para fazer o estilo bossa nova, Roberto Carlos gravou a primeira das duas faixas do 78 RPM, Fora do tom, de Carlos Imperial, e em seguida João e Maria, composição dele com Imperial, que acabou ficando com o lado A do disco.


Um dos momentos mais emocionantes da carreira de Roberto Carlos foi quando ele chegou ao escritório da gravadora e recebeu o seu disco nas mãos. Ele lia e relia seu nome no rótulo, virava o disco de lado, revirava, olhava novamente. Era verdade, lá estava: Roberto Carlos, Polydor, João e Maria e Fora do tom. "Saí da gravadora com o disco debaixo do braço, feliz da vida. Tomei um trem para Lins de Vasconcelos e quando cheguei em casa dei o disco de presente para minha mãe", recorda Roberto Carlos. Dona Laura abraçou e beijou o filho, pois sabia que desde que ele cantara pela primeira vez no rádio, aos nove anos, sonhava com esse momento. Mas nem ela nem o marido ou outros filhos puderam ouvir o primeiro disco de Roberto Carlos imediatamente. Naquela época não tinha vitrola na casa de Roberto Carlos.(...)

(...)o disco não aconteceu: ninguém comprou, ninguém tocou, ninguém ouviu. Mas o contrato com a Polydor ainda estava em vigor e havia a promessa de se gravar outro disco, talvez até um possível LP de Roberto Carlos. Porém, o tempo foi passando e nada de concreto acontecia. A gravadora não se manifestava e Carlos Imperial foi ficando impaciente. Conhecedor dos meandros da indústria do disco, ele sabia que isto podia ficar assim por anos a fio. Imperial resolveu então blefar para pressionar a Polydor. Roberto Carlos era contra, achava melhor esperar um pouco mais, afinal seu disco não tinha feito nenhum sucesso. Mas Imperial, com seu ímpeto e estilo voluntarioso, resolveu dar a tacada e fazer uma grande encenação.

Não conseguiu falar com Joel de Almeida, mas se apresentou ao diretor artístico José de Ribamar, exigindo que a Polydor revelasse seu projeto para Roberto Carlos. Imperial afirmou que o seu artista tinha convites para gravar em outras companhias de disco e que ele poderia aceitar, caso a Polydor não definisse um projeto. Ribamar ouviu pacientemente a queixa de Imperial e na mesma hora apresentou os planos que a Polydor tinha para o jovem cantor: a rescisão do contrato. Irrevogável e imediatamente. "O senhor pode assinar com quem quiser. O seu cantor está liberado", afirmou José de Ribamar, que nem consultou Joel de Almeida para tomar essa decisão. Ele sabia que aquela tinha sido uma aposta provocativa de Joel em Aloysio de Oliveira - e uma aposta que não surtira nenhum efeito. Assim, sem choro nem vela, Roberto Carlos foi dispensado da gravadora Polydor. Eram pouco mais de duas horas da tarde quando Roberto Carlos e Carlos Imperial desceram do prédio da gravadora, no centro do Rio. Eles entraram num bar ao lado e pediram dois pastéis com caldo de cana.

NOTAS:

Músicos que participaram da gravação do primeiro disco de Roberto Carlos:
Sut - Bateria
Marinho - Baixo
Copinha - Flauta
José Maria e Baden Powell - violões

Há controvérsias sobre a data de lançamento deste primeiro disco. Algumas fontes afirmam que foi gravado e lançado em JULHO de 1959, outras dizem ter sido gravado em JULHO e lançado em AGOSTO de 1959.

Este disco foi reeditado em SETEMBRO de 1968, no compacto simples nº 51.044, pela Polydor.

setembro 21, 2012

A importância da Jovem Guarda



No começo dos anos 60, a história do rock no Brasil assistiu à primeira onda de bandas de garagem. Motivados pelo sucesso dos Beatles e da surf music, muitos adolescentes formaram seus grupos com a intenção de virarem profissionais. Isso começou a acontecer num momento de transformação do país. Desde os anos 50, a estruturação de um estado moderno e industrializado que se inserisse na nova ordem mundial daqueles tempos refletiu não só na economia como também na cultura nacional. Nas artes, emergiu uma produção original que misturava elementos internacionais com os brasileiros. Na música, o primeiro resultado disso foi o surgimento da bossa nova. Mas, apesar de jovem, ela era requintada e acomodada demais para uma parcela dos adolescentes, que se interessava mais pela sonoridade e rebeldia do rock’n’roll.
Celi Campello Programa Crush em hi-fi na TV Record

Em meados dos anos 60, essa estética roqueira se aglutinaria em torno de um novo programa televisivo. Naqueles tempos, a televisão já estava estabelecida como uma das principais representantes da indústria cultural nacional, assim como as grandes gravadoras. Programas como “Crush em hi-fi”, na TV Record, “Hoje é Dia de Rock”, na TV Rio, e “Alô Brotos”, na TV Tupi, já haviam levado o rock para a televisão desde a década anterior. Mas, nem só de rock vivia a música na TV. A bossa nova e um de seus filhotes, a MPB, tinham seus espaços no programa “O Fino da Bossa”, comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues, e nos vários festivais da canção promovidos pelas TVs Excelsior, Record e Tupi.

Erasmo, Wanderléa e Roberto: o choro depois da estreia do Jovem Guarda

Em agosto de 1965, no entanto, a estréia do programa “Jovem Guarda”, na TV Record, mostrou que o rock definitivamente havia conquistado seu espaço entre os jovens brasileiros, apesar de todas as críticas ao gênero vindas da esquerda e da direita. Para um público totalmente adolescente, Roberto Carlos apresentou durante uma hora shows com Os Incríveis, Tony Campello, Wanderléa, Erasmo Carlos, Rosemary, Ronnie Cord, The Jet Blacks e Prini Lorez. A platéia ficou ensandecida durante todo o programa, assim como acontecia nos shows dos astros do rock internacional. Daquele dia até 1968, as tardes de domingo pertenceriam à Jovem Guarda.

O programa aglutinou bandas, compositores e intérpretes que se alinhavam em torno de idéias e visões de mundo que refletiam as transformações sociais em andamento no Brasil desde os anos 50. A modernização tecnológica simbolizada pela guitarra elétrica, a mudança comportamental, que misturava nas letras das canções manifestações libertárias, como o feminismo e a contestação dos valores tradicionais, com um certo conservadorismo, e a inserção da música popular na lógica da indústria cultural, com tudo o que isso tem de bom e de ruim, foram características marcantes da Jovem Guarda.




Em um período em que uma parte da sociedade reagia contra o golpe militar de 1964, o movimento foi um dos que mais sofreu com a “patrulha ideológica” de intelectuais e artistas da esquerda brasileira. 












O que as patrulhas não perceberam, no entanto, era que mesmo cheia de ambiguidades e desprovida de engajamentos, a Jovem Guarda foi uma revolução para uma boa parcela da juventude brasileira. As aparições da ternurinha Wanderléa de minissaia, esbanjando sensualidade, com uma atitude independente e liberada, por exemplo, romperam com padrões morais que exigiam da mulher um comportamento de “boa menina”.








O legado da Jovem Guarda

Quando estava no auge, a Jovem Guarda foi uma referência para o Tropicalismo, um dos mais importantes movimentos da música popular no país que surge no final dos anos 60.


Os tropicalistas perceberam que a modernização sonora com a introdução da guitarra elétrica e a sonoridade do rock e os versos sobre temas adolescentes fizeram da Jovem Guarda um importante movimento de comunicação de massa. E isso lhes interessava muito. No começo dos anos 70, a estética das baladas românticas da Jovem Guarda desaguou naquilo que foi classificado como música brega, gênero que se tornou um dos mais populares e de maior vendagem no país. Quase duas décadas depois de ter surgido, a Jovem Guarda voltou a inspirar o rock no Brasil. Nos anos 80, muitos grupos que renovaram o pop-rock brasileiro buscaram uma atualização dos elementos presentes na Jovem Guarda, só que sem a mesma ingenuidade daqueles tempos.


setembro 20, 2012

Cantora Elizabeth 'Sou louca por você'

Cantora e compositora carioca, Elizabeth Sanchez, ficou conhecida apenas por Elizabeth. Elizabeth teve sua carreira musical lançada pela gravadora Continental em 1966 como cantora de samba, mas o que fez o povo se apaixonar por Elizabeth foram suas músicas com letras e melodias apaixonadas.

No começo da carreira ela precisou usar de recursos comum na profissão, como imitar a cantora Maysa, naquele momento a maior cantora do Brasil.


As revistas estampavam Elizabeth semanalmente, transmitindo aos fãs da cantora suas andanças com a carreira.

Elizabeth fez muito sucesso no México, Portugal, Angola e em outros países, mas é muito querida e amada pelos seus fãs brasileiros.

Mesmo sem uma constância de aparições na mídia, a obra produzida pela cantora e compositora ganha uma nova vida na Internet, onde a própria estrela conversa com seus admiradores. "Sou Louca Por Você" é a música mais conhecida de Elizabeth.

A cantora e compositora Elizabeth, integrante da Jovem Guarda, nasceu no Rio de Janeiro/RJ.

Discos (Não estão todos aqui)






Elizabeth foi "apadrinhada" pelo compositor Braguinha em 1966 e, três anos depois, lançou o compacto com "Que Saudades que eu Tenho" e "Tanto Azul", em sua breve passagem pela RCA, antes de 'estourar' pela Caravelle, na virada da década com seu grande sucesso, "Sou louca por você" (1969), que lhe rendeu um disco de ouro.

A música "Sou louca por você" fez parte doa abertura do programa 'Rei e Majestade', do SBT, apresentado por Silvio Santos.

Em 2009 a música "Sou louca por você"é interpretada pelo cantor Thaíde.

Outras canções vieram em 1977, como "Chegada do Rancho", "Balada do Vietnan", que Elizabeth havia feito em parceria com David Nasser para o Festival da MPB. As músicas não aconteceram, mas Elizabeth teve a sua "Carretel" gravada pela diva Dóris Monteiro, emquanto Agnaldo Rayol prometia gravar "Amor Imenso".

Ainda Elizabeth fez "Mundo Imenso" que foi gravado por Luizinho naquele mesmo ano.

Sua beleza e seu talento levou muitos jovens apaixonados a shows e programas de auditório na televisão.

Ao longo da carreira, gravou dez LPs e muitos compactos duplos e simples que ficaram nas paradas de todo o Brasil. Elizabeth participou também do programa do Chacrinha.


setembro 19, 2012

A noite que Roberto Carlos atropelou o sapo



Que o Rei tem um apego enorme as plantas e aos animais todos nós já sabemos. Mas tem um história incrível que aconteceu nos Estados Unidos e o Roberto contou há algum tempo atrás no "Jô Soares Onze e meia" e em 2001 no "Domingão do Faustão". Vamos lá?!

O Rei contou que estava gravando um disco em Miami, e na volta do estúdio estava ele, Maria Rita e Carminha(secretária) no carro, seu amigo Edu de Oliveira num outro carro com a esposa. Quando o Rei sentiu que tinha atropelado um sapo na estrada, "Poxa vida atropelei o pobre do sapinho" disse Roberto. Seguindo em frente e quando quase chegava no Hotel o rei sentiu um peso na consciência "Meu Deus do Céu esse sapo vai ficar ali, jogado na pista?!" e acabou voltando, parou o carro num estacionamento de um banco, (isso às 23:00hs) seu amigo Edu tirou um saco preto do porta-malas do carro e ficaram na escuridão procurando o tal do sapinho, porém chegou a polícia e pediram pra que o Roberto e o Edu, ficassem com as mãos para o alto. (segue diálogo do Roberto com o Guarda)

Guarda: O que vocês estão fazendo aqui?
RC: Seu guarda eu atropelei um sapo, e como eu sou preocupado com os animais, ecologia, essa coisa toda, acabei voltando pra tirar ele da pista, pra que nenhum outro carro passasse em cima dele.
Guarda: Sei, Sei... Você atropelou um sapo e voltou?
RC: É...
Guarda: Mas o que você está fazendo aqui?
RC: Eu sou cantor, do Brasil, estou aqui em Miami gravando um disco, se o senhor quiser pode ligar lá no estúdio, deve ter alguém lá.
Guarda: Hum... Você é cantor, atropelou um sapo e voltou... E o seu amigo tá fazendo o que alí?
RC: Ah ele tá ali pra tirar o sapo da rua...
Guarda: Sei... Pra onde você vai agora?
RC: Vou pro Hotel.
Guarda: Tá bom, mas vai pro hotel, ok?

O Rei ainda conta que os policiais o seguiram por um bom tempo até chegar no hotel.

setembro 18, 2012

Cantor Adilson Ramos "Sonhar Contigo"

Quem nunca ouviu os primeiros acordes da introdução musical e logo a seguir aquela vóz romantica cantando: 'Sonhar contigo, por toda vida, sonhar contigo meu amor minha querida' ?

Se você nasceu na década de 50/60 sei que ouviu.
Eu ainda era um garoto, mas lembro dessa canção e da voz romântica de um timbre diferenciado que alcançava com tranquilidade as notas mais altas da música. Era a vóz de Adilson Ramos cantando um de seus maiores sucessos 'Sonhar Contigo'.

Dias antes de fazer este post mandei um E-mail ao Adilson dizendo que iria fazer um post sobre ele aqui no Nossa Jovem Guarda, ao qual ele prontamente respondeu com a atenção e humildade, o que é diga-se de passagem, é uma carecteristica desse ídolo:'Fico muito feliz' respondeu ele.
Nós e seus milhares de fãs é que ficamos felizes Adilson.

Profissionalismo, personalidade, talento, carisma, alto-astral, romantismo e muito amor marcam  a carreira artística de Adilson Ramos, considerado pela mídia nacional um dos maiores cantores românticos do Brasil.


Adilson Ramos de Ataíde, nascido no dia 7 de abril de 1945 em Campo Grande, Rio de Janeiro. Filho de João Carneiro Ataide e Edetiva Ramos de Ataide. Aos nove anos de idade recebeu do pai uma sanfona de quatro baixos e tocava todas as músicas ouvidas nas rádios. Seu pai, apostando no dom do filho, lhe deu uma acordeom e o colocou numa escola de música. Aos onze anos compôs sua primeira música e dedicou à sua mãe. Aos doze anos passou a fazer parte do Cast do "Clube do Guri" com mais três rapazes do bairro de Santa Cruz, RJ, com o qual, aos 15 anos, gravou seu primeiro disco "Olga", lançado em 10 de abril de 1960. Aos 18 anos gravou, já sozinho, outro disco e o lançou em 10 de abril de 1963, "Sonhar Contigo".


Adilson Ramos tem seus maiores recordes de público conseguidos no "Festival da Seresta", em Maio de 1999, festival este, realizado pela Prefeitura e Secretaria de Esportes e Turismo da Cidade do Recife, Pernambuco, onde se registrou um público de mais de cinqüenta e duas mil pessoas.


Adilson Ramos, lançado antes do movimento da "Jovem Guarda", inspirou-se nos primitivos baladeiros do ROCK, como Paul Anka e Neil Sedaka, e ídolos brasileiros da época como Cauby Peixoto e Orlando Dias, e criou seu próprio estilo Pop Romântico, que o caracteriza até o dia de hoje. Suas músicas são para ouvir, dançar, amar... Adilson se orgulha de ter milhares de fãs espalhados por todo este Brasil, fãs esses que sempre lotam os lugares onde vai se apresentar. Ele sempre diz, não é fácil chegar a tantos anos de carreira e sempre ser recebido com esse carinho pelos fãs onde quer que vá. É uma benção de Deus!
Adilson é fruto de uma época de muita inocência, namoro no portão somente até as 10 da noite, muitos sonhos e nenhuma droga para poder curtir as coisas lindas e os momentos felizes da vida; aliás, este é outro orgulho de Adilson, não ter vícios; não fuma, não bebe e diz que seu único vício mesmo é amar.

Adilson mora em Recife, na praia de Boa Viagem, uma das mais belas do mundo, e após alguns anos nesta cidade, foi condecorado com os títulos de Cidadão Pernambucano e Recifense, os quais ostenta com muito orgulho. Adilson é hoje um homem realizado, vive uma vida caseira, onde gosta de estar sempre com a família. Seus finais de semana, são sempre lotados de shows, onde ele se realiza fazendo uma das coisas que mais gosta na vida, que é estar no palco, em contato com seu fãs e admiradores.

Obs. Você pode dar pausa ou parar a música de fundo do blog para ouvir melhor o áudio do vídeo. Clique na barrinha do player abaixo de sua tela.


Contatos site do cantor: http://www.adilsonramos.com.br/


Ademir Palácios



setembro 17, 2012

Novela Gabriela: As marcas do tempo 'Antes e Depois'


O remake de “Gabriela”, que está no ar,  está sendo escrito por Walcyr Carrasco.

A nova adaptação faz parte do projeto da Globo em homenagem ao centenário de nascimento do escritor Jorge Amado (1912-2001), que foi autor do livro “Gabriela Cravo e Canela”, que originou o folhetim, um dos marcos da teledramaturgia brasileira

Mas vamos lembrar da primeira Gabriela que foi ao ar na Globo



Gabriela é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 14 de abril a 24 de outubro de 1975 às 22h. Escrita por Walter George Durst, adaptando o romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, e dirigida por Walter Avancini, com 132 capítulos. Abordava a seca nordestina, e a pacata cidade litorânea de Ilhéus, da década de 1920.

A novela retratava a vida de Gabriela, simples moça do sertão baiano que fora para Ilhéus para fugir da seca nordestina. Moça sofrida, porém muito alegre, seduzia os homens; a novela mostrava o amor de Gabriela com um estrangeiro que não aceitava seu comportamento, ora ingênuo, ora loucamente sensual. Gabriela era uma cabocla (filha de índia com branco) brigona e ousada, que andava descalça e com vestidos extremamente curtos, e muito trabalhadora.

As marcas do tempo: Os atores da primeira novela 'antes e depois' de passados 37 anos

SÔNIA BRAGA (GABRIELA) 1975
DEPOIS



ELIZABETE SAVALA (MALVINA TAVARES) 1975
DEPOIS



JOSÉ WILKER (MUNDINHO FALCÃO) 
DEPOIS



NÍVEA MARIA (JERUSA BASTOS) 1975 
DEPOIS



MARCOS PAULO (RÔMULO VIEIRA) 1975 
DEPOIS



MÁRIO GOMES (BERTO LEAL) 1975 
DEPOIS



NEILA TAVARES (ANABELA FERNANDES PRADO) 1975
DEPOIS



ANA MARIA MAGALHÃES (GLORINHA DE OLIVENÇA)
DEPOIS



JOÃO PAULO ADOUR (OSMUNDO PIMENTEL) 1975
DEPOIS



MARIA FERNANDA (SINHAZINHA) 1975
DEPOIS

Se você deu uma olhadinha nas fotos dos atores, agora deve estar pensando, como o tempo é implacavel não é verdade ?
E você tem toda razão, mas se a beleza da juventude se vai com o tempo, ele nos deixa a sabedoria e a experiência dos anos vividos.

Gabriela foi reapresentada no Brasil em quatro ocasiões:

de janeiro a maio de 1979, às 22h;

em 1980, num compacto de 90 minutos no "Festival 15 Anos";

em junho de 1982, às 22h15, compactada em 12 capítulos;

de 24 de outubro de 1988 a 24 fevereiro de 1989, às 13h30, na sessão Vale a Pena Ver de Novo, em 90 capítulos.

A novela foi lançada quando a Globo comemorava dez anos de existência e cinco anos de liderança nacional.

O ator inicialmente pensado para viver Nacib foi Jardel Filho.

A atriz Ana Maria Magalhães, que também participou da novela, foi cogitada para o papel principal, por ser bem mais morena do que Sonia Braga, que usava tintura para o bronzeamento da pele conforme noticiado nas revistas da época.

A sequência em que Gabriela sobe no telhado para pegar uma pipa entrou para a história da televisão.

Foi a primeira atuação em novelas das atrizes Elizabeth Savalla e Natália do Valle.

Sonia Braga foi elevada à categoria de estrela depois da sua atuação como "Gabriela".

O nome de Sônia Braga só era creditado em quarto lugar depois de Paulo Gracindo, Armando Bogus e José Wilker.

O artista plástico Aldemir Martins, que ilustrara os livros de Jorge Amado, foi o responsável pela abertura da novela.

Foi a primeira novela da Globo a ser exibida em Portugal, na RTP.

Foi um grande sucesso em 1977 e seria repetida mais algumas vezes pela RTP.

Jayme Barcellos foi convidado para o Carnaval da Mealhada, em Portugal.

A novela foi repetida na SIC (primeira televisão privada portuguesa) em 2004, às 16:45.

O sucesso da telenovela no Brasil e no exterior foi o estopim para a produção do filme, protagonizado por Sônia Braga e Marcello Mastroianni e dirigido por Bruno Barreto.

Elizabeth Savalla recebeu da Associação Paulista dos Críticos de Arte o prêmio de Melhor Revelação da Televisão de 1975, por sua interpretação de Malvina Tavares.

Única novela do extinto horário das 22:00 a ser reprisada no Vale a Pena Ver de Novo.







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